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sexta-feira, 13 de julho de 2012

DESATINOS



Um calor surgido de repente... Sabemos dele o  destino...
O fogo penetra nos limites insondáveis do nosso desatino.
Sinto o toque. Viajam por minhas curvas tuas ousadas mãos
Explorando perigosamente minha geografia- Eu sem razão!

Beija-me na penumbra, esmaga meus gemidos
O prazer escorre já pelos flancos rendidos.
Dos teus lábios, sons indecifráveis, sussurrantes
Fazendo eclodir minhas entranhas latejantes.

Explora-me com ávidos beijos em frenesi e urgências
Todas as minhas formações e reentrâncias...
Tomo o que me dás, sorvendo rápido... Tudo!
Vibro nos teus braços e na garganta grito mudo.

Teu olhar lâmina magnética, inexorável
Afia minhas unhas... Instinto inevitável...
Que sem pudor rasgam teus gemidos
Deixam marcas de paixão...Desejo rendido!

O teu corpo pede, implora, reclama...
E eu faço dele re(pouso) – minha cama!
Meus lábios deixam pelo caminho, rastros molhados,
Arranho, para depois assoprar: desejos inflamados.

Marly Bastos

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O PASSADO AINDA ME ESPREITA


Ainda há em meu coração resquícios de perdas e em meu olhar, sobejos de dores. Espreita-me incessantemente o que já não é e eu fico desnuda diante dos olhos invisíveis do passado.

O amor tem disso: Dá-nos um querer intenso , uma busca desenfreada, uma corrida inadiável, e flutuamos qual pluma no vento quando o alcançamos na plenitude.... Mas também promove uma inquietude no ser, que não encontra guarida em nenhum recôndito da alma, quando nos priva de suas emoções.

Onde encontrarei o aconchego curador para esse sentimento que insiste em cutucar a maciez da minha saudade? Posso até tentar viver outra história, mas a nossa, mesmo assim não se esgotará, pois emerge na alma uma inquietante necessidade de você, e por mais que eu tente aniquilá-la, descubro que existe outra [necessidade de você] se instalando no ninho da saudade, que parece nunca poder ser desfeito [e nem abandonado]... A saudade apenas adormece quando saciada ou rechaçada, para despertar com mais força em outra ausência [tua].

Vou seguindo meu curso, engolindo minhas lágrimas, lambendo minhas dores, compondo meus risos, manipulando minhas emoções e teimando em querer segurar o tempo que brincando, brincando, já se escorreu quase todo pelos vãos dos meus dias.

A vida me impôs um espetáculo e conforme vou participando dele, torno-me mais criativa e de propósito vou rendilhando os momentos, com artimanha nas palavras e no labirinto das idéias encontro-me em mim mesma. E quando saudosa me inquieto, para não sucumbir a uma absurda tristeza, traço versos com os meus mais profundos suspiros...

Ainda assim, há em meu coração essa sensação de que o passado me espreita com olhos sorrateiros e não me deixa esquecê-lo!

                                   Marly Bastos


sexta-feira, 6 de julho de 2012

ESPIRITUALIDADE (BLOGAGEM COLETIVA)

Acredito que o homem é um espírito, possui uma alma e mora dentro de um corpo. E que o espírito é a parte imortal do homem. A alma são nossas emoções, sentimentos, pensamentos, intelecto, etc. O corpo é a carcaça onde mora o espírito e onde nossas emoções fluem.

Espiritualidade não é algo que tenha pré-definição, ou uma ciência do saber. Espiritualidade é o modo de viver com sabedoria vital. Ela está além dos sentidos e do intelecto. Creio que a fé move a espiritualidade, e dela provêm a cura interior, e o amor ao nosso homem interior que eu chamo de espírito.

É essa espiritualidade que nos leva a Deus.  Deus é único, embora teve várias manifestações entre os homens: PAI, FILHO E ESPIRITO SANTO. Nenhum é maior que o outro, já que são manifestações pessoais do Deus Único. O Pai na criação, o Filho na redenção e o Espírito Santo na sustentação. Isso seria o que chamamos de DEUS TRIUNO.

Tudo que tenho vivido no âmbito da fé, não provem das minhas experiências intelectuais, mas da atuação sobrenatural de Deus sobre minha vida. Deus tem sido meu Refúgio, bem presente na hora da angústia e o seu Espírito tantas vezes transforma meus gemidos inexprimíveis em oração genuína diante do Trono da Graça. E Jesus, é o meu mediador, Aquele que entende minhas fraquezas (pois as viveu em carne e venceu) e tem perdoado as minhas faltas. A Jesus, honra e glória, pois é o Autor e Consumador da minha vida.

Portanto, sou uma cristã, creio incondicionalmente em Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador e para mim a verdadeira espiritualidade é refletir a imagem de Cristo em minha vida, seja nos meus atos, nos meus sentimentos, nas minhas palavras, e no meu pensar. Tenho que fazer do exemplo de Cristo a dinâmica maior da minha vida. E creio que o maior Evangelho que pregamos é a nossa própria vida e a maneira de conduzi-la.

Alguns alegam que a espiritualidade é hipocrisia, todavia afirmo que nem toda espiritualidade é hipócrita e nem toda hipocrisia está dentro da esfera espiritual. A hipocrisia ocorre quando eu passo a me condenar naquilo que aprovo como base da minha vida ética, moral e religiosa. Lembrando ainda, que nesse ponto é necessário lembrar da nossa humanidade, e que estamos sujeitos a cair no lodo que apontamos... Então, acho que hipocrisia vai mais adiante, já que nem sempre caio por vontade, mas pela minha própria natureza.
Vejo a hipocrisia espiritual como o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos em relação“a Deus e o quer demonstrar através de atos externos, onde todos possam ver a “santidade” que é a sua vida. Todavia, Deus não pode ser adorado através de meros ritos externos, e todos os que introduzem uma santidade forjada estão agindo tolamente. Esse culto externo (usos, costumes, observância de dias, abstinências, etc...) é a inutilidade por meio do qual os hipócritas tentam mitigar suas dores e más consciências, desta maneira tentando ocultar sua perversidade interior por meio de observâncias externas. Deus não pode ser cultuado de uma forma carnal, pois Ele é Espírito. E João 4:24 diz que os verdadeiros adoradores "o adorarão em espírito e em verdade"
Marly Bastos

terça-feira, 3 de julho de 2012

Ponto "G"enial

               
              O ponto “G” não é a consumação, não é o ponto final. Ele é a reticências entre o prazer e o gozo, a exclamação da deliciosa surpresa de ser achado. É a interrogação que prende dois corpos num prazer indescritível. É o travessão por onde transita o inefável. É o mapa codificado que nos leva à  porta do paraíso.

              Ai o ponto “G”!... Tão matreiro que se esconde em lugares menos pensado e se mostra nos beijos mais cobiçados. É um mistério tatear esse tal ponto “Genial” e talvez na mulher ele seja mais difícil de identificar... Talvez!  A dificuldade em encontrá-lo reside no fato de não ser o mesmo para todas, e varia de acordo com os sentimentos que nutrimos pelo parceiro. Ele surge quando se fundem as emanações de duas pessoas que se sentem atraídas uma pela outra e sentem fome de se fundirem, de se conhecerem e de se explorarem.

              O ponto G está nas mãos que tocam a pele; está no sabor do beijoque delicia o paladar; está no olhar de magnética cobiça; está na voz que sussurra palavras insanas; está no cheiro que inebria o olfato; está no calor  da pele que arrepia a pele... Esse ponto “G” está na intensidade da entrega da gente, nos braços do nosso bem-querer.

              Em cada momento de paixão é despertado um local diferente desse danado pontinho e isso vai nos tornando mulher mais latente, mas pontuadas... Com descobertas de prazeres que nem sabíamos existir! A partir daí é somente deixar que o poeta da nossa alma feminina, derrame sua poesia em nossos desejos e pontue todos os versos.. O corpo feminino é uma incógnita, e quando ele é de uma mulher apaixonada, torna-se todo um ponto “G”, tal qual um instrumento de corda bem afinado, basta dedilar com maestria, e os acordes vibram no sabor da emoção.

                                                                 Marly Bastos

segunda-feira, 2 de julho de 2012

PALAVRESIAS


                                                             
Ah por que essa poesia não se cala dentro de mim?
Será que é porque sou o que ela fala?
Ela às vezes parece um arranhão na alma,
 Ocorrido ao acaso, pelo teu pouco caso.
Parece ser o regresso das minhas emoções,
Onde embevecida, caminha entre as entrelinhas...
 Do meu riso e pranto.

Que sina é essa de dar vida às palavras?
Tirar da pele a tinta,
Dos poros a emoção,
Do sibilar do vento a cadência!
De você extraio o desejo vertente
 E da emoção o respirado gosto...
Sob o teu olhar de puro algodão,
 Traço o verso na batida ofegante do coração
Por que sôfrega o gozo.

A vida da minha poesia não é minha vida.
Nem meus sonhos,
Nem minhas histórias,
Nem minhas lembranças,
Nem meus esquecimentos.
Nem tampouco meus (des) amores .
Minha poesia, sou eu...

Tenho uma verborragia despida de medo das idéias
E vestida de coisas sinceras.
Minha poesia são as palavras caladas em mim,
É a minha ânsia de viver além da minha grande rotina,
São os meus valores que transcendem os meus sentidos.
Essa poesia que não se cala dentro de mim,
É meu precipício por vezes,
É meu descaminho por ocasião,
É o meu coração com asas.

Marly bastos

terça-feira, 26 de junho de 2012

EU ME FUI ROUBADA



Eu me fui roubada!
Deixei-me saquear, quando olhaste tão profundamente dentro dos meus olhos
a ponto de cegar-me a razão
 e por isso eu deixei que fosses a claridade dos meus dias.
 [Quão cinzento eles têm sido!]

Roubei-me de mim,
quando deixei que os teus beijos fossem mais ansiados
que o próprio respirar.. .Ainda perco o ar flutuando nas lembranças
do  teu céu, e me embriagando com o teu gosto que deveria ser fugaz...

Roubei-me de mim,
 quando concordei em somente deixar que à flor da minha pele,
os teus carinhos viessem orvalhar...
Como é possível isso, se o amor por essência é liquefeito?
...É sangue, suor e gozo...

Roubei-me de mim,
quando a minha pele em flor, exalava desejos de você,
ansiava pelos teus toques [ tão ao acaso.]
Alimentei-me com memórias de vãos momentos.

Roubei-me de mim,
quando minha flor mendigou teus beijos ousados,
 teus toques aveludados
e a tua última barreira erguida
pronta para ruir em escombros de prazer...
[Não havia última barreira,
pois estavam todas levantadas à minha volta
 e eu perdida, bloqueada entre elas.]
Prisioneira fui, do que nem sequer existiu,
a não ser na minha cabeça romântica e tola.

Eu me roubei de mim,
quando entre lágrimas de decepção descobri a dor
de ser saqueada de mim mesma...
[E ainda ter que parecer inteira.]

     Marly Bastos

segunda-feira, 25 de junho de 2012

NEGÓCIO DA CHINA



 
Final da década de 60 e início da década de  70...
Era uma família honrada, trabalhadora e sem malícia. Viviam do que a terra produzia, do que plantavam e do gado leiteiro. Estudo somente o que aprenderam com professores itinerantes, pagos por algumas ocasiões. Sobre empreendimentos, bolsas de valores, tesouro nacional, não entendiam nada.  De cédulas monetárias, até bobos sabem...
                Bem, em um dia apareceu por aquelas bandas do interior goiano, “homens de negócios”, oferecendo a oportunidade da “China” para que a família ficasse rica e deixasse um pouco a lida trabalhosa em que viviam.  Vendiam uma “máquina de fazer dinheiro” e demonstraram como se podia reproduzir as cédulas. Reproduziram um pacote de dinheiro que eles, para comprovar que era coisa boa, entregaram para eles gastarem na cidade.  Gastaram tudo e ficaram maravilhados!
                A Ganância cega os olhos e embota a mente... Teriam que comprar a máquina. Sugeriram o óbvio: Comprava-se a máquina, fazia-se o dinheiro e pagava-se a dívida simples assim].  Os homens de negócio refutaram: Falta o papel que somente quem comprar a máquina e de posse do certificado poderá comprar o papel especial. Era comprar aquele dia ou iam embora vender pra outros.  Juntaram o gado no curral e venderam pela oferta que tiveram, pediram outra parte do dinheiro emprestada ao Banco do Brasil. Compraram a máquina de fazer dinheiro!      
                O mais sabido dos filhos foi com eles rumo a Brasília, para comprar o papel especial, todavia no meio do nada espancaram o rapaz  e o deixou ali a ermo. Dois dias depois conseguiu regressar ao lar e contar o que se passou. Foram à delegacia de polícia relatar o fato, e de vítimas, passaram à criminosos. F oi um escândalo descobrir que uma família tão honrada era falsificadora de dinheiro.
                Claro que os amigos intervieram, explicaram ao juiz que esse ato era por ignorância e não por malandragem ou vigarice. Recolheram todo dinheiro falso distribuído pela pequena cidade e abafaram o caso. Os federais levaram a maravilhosa máquina de fazer dinheiro.
                Endividados com o banco e envergonhados pelo ocorrido, venderam as terras, pagaram o banco e os lesados pelo dinheiro falso. E com o pouco que sobrou compraram terras no Pará, mas as terras não tinham documentação e foram enxotados de lá pelos canos das garruchas de quem se achava com mais peito e direito de estar ali.
                Voltaram e foram trabalhar como lavradores nas terras que já haviam pertencido a eles... Nessa vida realmente nada é seguro, e dinheiro fácil, só se ganhar na Mega Sena.

PS: Ou melhor, há quem diga que na vida temos três chances se ficarmos ricos: Quando nascemos [eu fazia parte de um escroto pobre, mas ainda tive a sorte de não ir pro ralo], quando casamos [essa chance eu mesma perdi, por causa de um cupido muito do sacana] ou quando ganhamos na  Mega e afins [como eu não jogo, acho que eliminei assim minha última chance...].
 Marly Bastos


sábado, 23 de junho de 2012

DÊ TEMPO PRA DESILUSÃO



A dor emocional dói tanto quanto a dor física! Ela dilacera nosso coração, causa uma ferida na alma e mata os nossos melhores sonhos.  É uma dor eminente esmagando nossos sentimentos, nossas vontades, um fogo consumindo nosso interior, uma inquietação no espírito. Essa  dor é a famosa desilusão.

A sociedade não liga muito para esse tipo de dor. Insensíveis seguem seus rumos, olham a casca e não veem que por dentro a gente tem uma hemorragia... Ainda servimos de chacota para os fofoqueiros dos corredores, para a língua peçonhenta da tia beata e para colegas que têm inveja do que você viveu... Cada desilusão é um pedaço de nós que vai embora, dói tanto, que quase sentimos nossa vida se esvair pelos poros.

E quem faz sofrer? Geralmente segue seu caminho indiferente, se sentindo livre, leve e solto, achando que se livrou de uma... Uma o que mesmo? Bem... Você foi atropelada por um condutor do amor, ficou estatelada no chão da amargura, sangrando copiosamente, gemendo de dor, e ele insensivelmente continuou o caminho da felicidade sem olhar pra trás, não prestou socorro, não teve tato, apenas seguiu... Quando você foi atropelada, o mundo ainda era cor de rosa, agora parece roxo, igualzinho os hematomas que ficaram na alma.

A dor é de montão, os conselhos que não queremos são mais ainda! Queremos tempo pra curar a dor de cotovelo, a amargura, o vazio existencial, o medo de tentar novamente, a dificuldades em aceitar o fim, o descrédito e a auto-estima temporariamente em baixa. Queremos tempo para perdoar quem nos causou essa enorme dor, e precisamos de tempo para digerir o sentimento que não passa de uma hora pra outra... Mastigar, mastigar, mastigar... Engolir, ruminar... E na calada da noite novamente mastigar... No tempo certo vai ser digerido facilmente, mas há um tempo!

Vai bater o desespero, o choro, a dificuldades de sorrir, o sarcasmo, o desânimo, a desesperança... Ainda assim, acredite na poesia que há na vida, e repinte seu arco-íris, refaça seus projetos, trace metas, busque outras canções, reformule seus conceitos, reflita sobre suas verdades, sonhe com coisas inefáveis, aprenda a se amar totalmente,se permita, seduza e acima de tudo, mesmo que mancando, se arrastando, gemendo pelo caminho, siga em frente, pois a vida é maravilhosa e um minuto é muito pra sofrer por quem não te merece. Infelizmente, vai ter que perder o tempo necessário pra sentir a dor, para catarsear o sofrimento, ou ele se tornará crônico.
Marly Bastos

segunda-feira, 4 de junho de 2012

LA PETIT MORT

Por um tempo indefinido estarei sem postar, mas voltarei! Há coisas que necessitam de tempo, de reflexão e uma pausa. E eu nesse momento preciso... Esse fica sendo o meu post de "bota fora" e dedicado a Luciana Souza, que gosta de poemas que "alvoroçam" a imaginação!


Derramam ternura em cúmplice refúgio,
E no tato, tem o querer sem subterfúgio,
Matando o tempo nos minutos indefinidos,
No delírio demente, enlouquecidos.

Aquecidos pelas respostas aos anseios
Desejos fervilham... Devaneios!
Desconexão do mundo, espaço etéreo,
O corpo fala de dentro: Desejo venéreo!

A entrega, não é mais agora opção,
Na energia latente, já virou combustão.
No ápice dos desejos, a vida transcende,
La  petit mort é do gozo o que se sente.

Momentos intensos nas peles fundidos...
Saudades antes de ir, aperta os corações unidos,
Esqueceram... E se esqueceram primeiro,
Morreram um pouquinho e viveram por inteiro.

Marly Bastos




Deixo uma beijoka doce para cada parceiro dessa blogosfera. Até mais...

sábado, 2 de junho de 2012

CONTO (DES) ENCANTADO


E depois da conquista? Ele ainda continua com as mesmas gentilezas?
A maioria das mulheres reclama que não. Uma pequena parte diz que mais ou menos... E uma minoria (sortuda por sinal) diz que sim.
 Antes ele se empenhava em chegar no horário marcado, em mandar uma mensagem de bom dia por email ou celular, um recadinho no para-brisa do carro, uma flor na mesa do café da manhã, ao menos um telefonema no dia para ouvir a sua voz...
         Você é totalmente conquistada pelas atenções, galanteios, gentilezas! O homem dos sonhos. Você vive o amor que sonhou, o conto de fadas, pois encontrou um príncipe. Pensa nele dia e noite. Sonha acordada, delira, devaneia! É o homem da sua vida.
         Dizem que o que é bom dura pouco, outros dizem, que quando a paixão é avassaladora, tem que ter tempo curto para não desgastar quem a sente. Não sei, só sei que as coisas vão mudando, você já não tem a segurança de estar no paraíso, pois seu coração padece por uma dor inexplicável. Ele parece não ser mais sua cara-metade, já não tem no olhar aquela chama que te queimava inteira... Algo está fora do eixo.
         Aos poucos os recados de email vão parando de aparecer na sua caixa de mensagem, os SMS ficando mais escassos e menores, os recadinhos somem do para-brisas (você até pensa que alguém anda sabotando-os), ele já não tem tempo para o MSN, Skype, ou dizer oi no Orkut, nem dar as caras no Facebook (as vezes parece que foi bloqueada...). Quando você liga no celular, vai pra caixa de mensagem e se liga no fixo e ele atende, diz que está ocupado e que retorna depois... Não retorna. Ele decididamente não anda encontrando mais tempo pra você.
         Quando você resolve ter um “DR”(para quem não sabe é “discutir relacionamento”), o cara diz que se sente apavorado com os sentimentos dele, que não está preparado ainda pra um relacionamento do jeito que você quer, que você é uma menina pra casar, enfim... Tudo baboseira, o que ele quer dizer realmente é que está desinteressado, e não se sente responsável pelo que cativou!  Well... Acho que na verdade é  um fora que ele está te dando!
         Você se sente uma verdadeira idiota, enganada, coitada... Depois tem vontade de matar o sujeito. Não Mata! Em casa, pensando e olhando pro teto da vontade de ligar e o mandar  para aquele lugar, mas você não manda! Chora e sofre, sofre e chora... Ôhhhh vida amargurada.

         Você está desencantada e se sentindo o “coco da mosca que pousou no coco do cavalo do bandido.” Pobre menina conquistada! Triste menina desiludida! Não tem como, você tem que aceitar que o sonho acabou e o encanto se desfez. A varinha de condão se tornou um punhal cravado no seu peito, esquecer é o jeito! A fada madrinha caducou e esqueceu que você é enteada, e o príncipe, virou sapo de repente.
         Duas coisas positivas ficam nesse “pé na bunda”: primeiro ele empurra pra frente(e você vai precisar dessa força pra continuar...rsrsrs) e segundo, geralmente você emagrece e fica linda pra “encher” outros olhos. Aproveite então, estas duas oportunidades e parta pra outro conto, pois esse já está desencantado.
                              Marly Bastos