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quarta-feira, 9 de maio de 2012

ESCREVER É SEGREDAR A ALMA



As palavras apenas servem para amparar o lirismo que derramo, não importa se escrevo despida de toda lógica ou se desassossego o grito sem eco. Apenas escrevo!

E na escrita vou inundando páginas com minhas lágrimas, melodiando com risos, colorindo com a alegria, fazendo fanfarra com o bom humor. Escrevo porque gosto! Escrevinho o meu eu, o que vejo e o que ouço. Escrevinho coisas sérias de mulher, e bobices de uma mulher que se sente menina.

Escrever é como fazer crochê, eu acho... Como a agulha vai cutucando a linha, passando por baixo, passando por cima, dando laçadas, atando nós, e assim, formando peças, da mesma forma escrevemos! Vamos entremeando as palavras, brincando com cadência que elas produzem, indo aqui e acolá, pegando migalhas de vida e as espremendo na ponta da pena. E de repente parimos um texto. É meu! Eu o criei na forma, no estilo, no meu modo de pensar, de analisar o mundo, de sofrer e mostrar alegria.

Escrever faz a sua percepção ficar afiada. Na escrita você se descobre, e descobre os outros. Escrever é segredar a alma; é jorrar a consciência; é liberar punhadinhos de você. É espremer o saco da imaginação, fazendo-na espirrar em forma de letras vivas no papel.
Marly Bastos

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O TIRO SAIU PELA CULATRA!

Quando eu tinha uns 08 anos, morava ao lado da minha casa uma família que tinha somente um filho. Pedro era o chamado filho “temporão”, pois eles já eram idosos quando conceberam o menino. E o menino era totalmente mimado, até adivinhavam o que ele queria...
Bem, eu tenho 5 irmãos, portanto minha mãe não tinha tempo e nem condições de mimar todos. Então, não mimava nenhum. Ah... Eu ficava pensando, bem que eu podia ser filha única e ser mimada daquele jeito.
Um dia brincando, o menino caiu do muro e quebrou um braço.  A criatura passou a ser um inútil! Nem  comia sozinho, a mãe lhe dava de comer na boca. Não ia pra escola (eita sorte!) e nem tinha que regar as plantas. Não fazia nadica de nada. E ainda era carregado (uai num foi o braço que quebrou? Pois é, mi – ma – do) e sua mãe o colocava no colo e cantava pra ele, mas dessa parte não tinha inveja, já que minha mãe sempre foi muito desafinada ( e ela diz que eu quando pequenina, tapava a boca dela quando  ia cantar pra mim).
Diante de tantos paparicos e “vantagens” eu achei que era lucro quebrar um braço. E na minha falta de siso fui até uma cerca que tinha ao fundo do quintal enfiei o bracinho magro lá e virei de uma vez. Aiiii como doeu! E eu gritei e chorei de dor... Minha mãe veio correndo e me achou estatelada no chão agarrada no braço “quebrado”.
Fui carregada nos braços de minha mãe para dentro de casa (me senti no paraíso), colocou-me no sofá e começou a examinar. Tinha um vergão enorme e arroxeado. Ela quis saber como aconteceu aquilo e eu disse que havia caído...
- Caiu onde, não está machucada em outro lugar, somente no braço...
Meu olhar traiçoeiro, cheio de culpas me denunciou.
- Você enfiou o braço entre o vão da cerca para quebrá-lo né?
Putz, como ela sabia disso? Não contei pra ninguém! Só podia ter sido o fofoqueiro do meu anjo da guarda!
- É que o Pedro quebrou o braço...  A mãe dele faz tudo que ele quer... Ela o carrega no colo... [cabeça baixa] Ele não precisa ir pra escola e nem regar as plantas... E ela ainda faz cafuné nele o dia todo...
- Vou te mostrar o cafuné! – Tirou a chinela Havaiana do pé e o coro do meu bumbum sofreu - Isso mocinha, é pra aprender que o corpo da gente precisa ser preservado, zelado e não tentar quebrar ossos para deixar de ir à escola e de executar algumas tarefas.
Mamãe saiu e me deixou lá com o braço machucado e o traseiro latejando das chineladas. Eu tinha” inveja” mesmo, era do chamego e do colo da mãe doPedro...
O tiro saiu pela culatra, pois eu queria carinho e levei surra!
Sou da época em que crianças ainda levavam boas chineladas para terem correção. Se é certo? Não sei, só sei que quando pensava em aprontar, lembrava de como chineladas no bumbum doíam. Hoje há outras pedagogias para a educação, embora não sei se são eficazes [e nem estou dizendo que uns tapas sejam], o que digo é que as chineladas não me deixaram trauma algum. Mas isso já é outra história!
                 Marly Bastos

terça-feira, 1 de maio de 2012

APENAS, SIGA SEU CAMINHO..


Siga seu caminho...
E eu apenas rasgo a minha alma e deixo voar para onde queira esse amor. Não vou mais tentar achar explicação para essa solidão que tem dormido entre nós dois. Não procuro mais motivos para essa saudade que sinto mesmo antes que te vás. Saudade que não cabe em mim e escorre pelos meus olhos, traçam um caminho sem volta pela face e pinga fria no desalento.
Siga seu caminho...
Pois eu já não tenho palavras para afagar minha dor e até a minha alma fica em silêncio ao ouvir os ecos dos meus suspiros entrecortados por águas profundas que afogam meu pranto. E não olhe para trás, pois eu não estarei vendo-te sumir na curva da estrada do abandono.
Siga seu caminho...
Ao sabor da liberdade que somente quem ama pode dar. E leve contigo as lembranças traiçoeiras, que mentem para a minha saudade aumentando a dimensão de tudo que foi.
Apenas, siga seu caminho...

                                               Marly Bastos




                               

domingo, 29 de abril de 2012

E JÁ FOI TANTO AMOR!



Você um querer antigo ainda molha o meu olhar... Na emoção ainda te amo,

mas na razão ja sinto que estou te esquecendo aos poucos.

Vejo passando as páginas da nossa história...

Dentro dos teus olhos tem uma ave presa, que bate as asas querendo liberdade,

com medo das grades que o querer impõe...

Dentro do meu coração há um pássaro de asas quebradas,

pelo vôo alto que deu de encontro às suas promessas soltas no ar...

De tanto querer-te, estou deixando de querer.

De tanto amar um amor rebelde assim, estou aprendendo a odiar...

Seus beijos matam a solidão que apavora

O punhal no teu olhar, diz que qualquer hora vai embora...

Quão contraditório é esse querer !

Sabe quando de repente bate um desespero na nossa calma?

E aí embota a alma.

Quero amor que se arrisca, que petisca, que conquista.

Quero amor que alimenta, que orienta e não se ausenta...

[O amor mais perigoso é o amor sincero,

mas é esse que eu quero...]



Marly Bastos






quinta-feira, 26 de abril de 2012

O AMOR É CÍCLICO



Estava pensando... O amor é cíclico!

Seja de que origem for ele tem fases, assim como a lua.

Ele tem a fase Nova de sentimentos;

fase Cheia de romance; fase Crescente, intensa e tudo é "demais";

e também a fase Minguante, aquela que as coisas precisam ser repensadas...

O amor morre!  Não na essência, mas na forma.

Ele também mata!  Mata às vezes o medo da entrega, mata o egoísmo, mata a carência...

E mata! Quem nunca morreu por amor???

E os cios que o amor tem? Tempos de fertilidade e tempos em que fica estéril, seco.

O amor precisa de cuidados, de versos, de estrelas, de beijos, de surpresas, de respeito, de

responsabilidades, etc. O amor é atrevido, enxerido.

O amor é pedaço, que busca complemento...

Ele é improviso, vem sem avisar.

O amor é fato!! Mas, é inexato.

Às vezes é chegada, outras partida.

Ele é busca e achado.

Amor é mais que amizade ou paixão,

Amor é profunda dedicação,

É um vínculo afetivo imutável e intenso.

O amor subjuga vontades e o querer sensato...

Aí, ele é confusão,

Conspiração,

Intuição

E doação.

É caminho, é perdição...

Amor, sentimento contraditório:

É mais que um, é comum.

Amor é fusão e ao mesmo tempo solidão...

Amor é sem razão, totalmente coração!!!

Marly Bastos



terça-feira, 24 de abril de 2012

PALAVRAS OU SILÊNCIO?



Qual é mais competente para traduzir  o que vai na mente e  na alma: Palavras ou silêncio? Dependendo do momento todas duas promovem verdadeira catarse no nosso ser. As palavras às vezes tão inúteis pra dizer coisas tão relevantes e o silêncio deixa de contar o que aflige o coração... Palavras e silêncio são importantes, mas o difícil é saber quando dizê-las e quando silenciá-las. Muito bom quando o silêncio une, quando o silêncio é leve, cúmplice, conivente. É confortador quando calar fala mais que mil palavras.Também é bom quando mil palavras traduzem o silêncio preso na garganta.

Eu não vivo sem as palavras. Mesmo que elas não jorram pela boca e não sejam pronunciadas, estão presentes no olhar, nos gestos, no andar... Minha mãe me ensinou desde cedo a ler o olhar que ela enviava. E ai de mim se não escutasse aquele fechar de sobrancelhas! Era uma surra na certa, por isso, quando deslizava nos “modos”, procurava rapidamente na fisionomia dela o que me aguardava pra depois. Meu pai retorcia o bigode, e eu tremia nas bases. Para mim foi um alívio quando ele por uma puxadinha a mais na lâmina de barbear, “aleijou” o bigodón e teve que raspá-lo. E daí acabou acostumando sem o maldito retorcedor, e com a falta desse artifício para nos intimidar ele ficou mais maleável. Eu ficava pensando, minha mãe bem que podia “aleijar” também as sobrancelhas dela e raspá-las...

Gente, não é por nada não, mas aquele olhar de paquera adicionado de um meio sorriso é “the Best”. Fala tudo sem dizer nada, faz promessas sem se comprometer e geralmente não dá em nada mesmo. Mas levanta a estima, deixa a gente mais bonita, mas sensual, mais mulher e dentre poucas coisas que deixa a mulher envergonhada e tímida é diante dessa sondagem, desse limiar entre a brincadeira e o “será?”.

Pensando nessas coisas, lembro de uma vez que um olhar me fez o sangue gelar, foi quando fui assaltada. Displicentemente, andava por uma rua super movimentada às 11 horas da manhã, quando fui abordada por um rapaz que disse: “mooooça...” Eu virei para atender aquela voz tão amável(e ainda me chamou de moça) e deparei-me com os olhos mais malévolos que já tinha visto, fiquei perplexa e paralisada e ainda não tinha visto o revólver que ele apontava pra minha barriga. Nem foi preciso, o olhar dizia tudo, “passe o que quero ou te mato”. Passei tudo, talvez mais do que ele queria, sem uma palavra nem de cá e nem de lá. É... Como eu disse, há silêncio maior que palavras, bem maior.

Quando somos crianças não sabemos nos expressar com palavras, aí usamos as mãozinhas para acarinhar, bicotas molhadas e muitas vezes preguentas de doces para agradar. Lembro-me que ia curar a surra que minha mãe me dava no colo dela. Creio que era uma maneira de dizer que mesmo levando uma correção eu a amava. Meus filhos faziam a mesma coisa, aí é a hora de você ficar sem palavras. Mas crianças não entendem muito de silêncio, então, nesse momento valia uma canção de ninar, na melhor voz do mundo : A voz do amor!

Até vivo sem a palavra pronunciada, mas sem a palavra grafada jamais! Ela faz parte do que gosto, do que tenho prazer. Na escrita eu divago, vago, escrevo pra mim mesma e para os outros, escrevo verdades e mentiras, escrevo sonhos e fantasias, escrevo bem e/ou mal. Escrevo quando estou sozinha, ou quando sinto a solidão bater mesmo em meio a uma multidão. Escrevo porque preciso falar e às vezes tenho que respeitar o silêncio dos outros. Escrevo quando o silêncio cala fundo... Afinal palavras e silêncio são cúmplices  na jornada da comunicação, pois quando um fala o outro se cala... E ouve.
Marly Bastos

sexta-feira, 20 de abril de 2012

MOMENTOS QUE A INTENSIDADE FAZ!



 As emoções que vivemos num determinado momento é que vão determinar o quão intenso ele foi(muito, pouco ou pra sempre).  É a emoção versus intensidade. É o relógio da vida versus o relógio da alma.

Há momentos, em que as emoções são tão intensas, e duram tão pouco, e mesmo assim temos a impressão de que vivemos uma eternidade. Outras vezes vivemos uma história por anos a fio, e ela passa sem nada deixar, parece que as emoções evaporaram no ar, ficam no esquecimento, pois não tiveram intensidade. O momento marca espaço de tempo diferente conforme as emoções.

Há tempo infinito, único, pra sempre. Tempo que o relógio marcou anos desde o “ the end”, porém é atual na memória e ainda alimenta a alma.

Há amores que por algum motivo não deram certo, acabaram sem acabar, deixando uma saudade infinita, uma sensação de que daqui a pouco se concretizará, uma esperança de acertar, uma vontade de desfecho... Amores que param nossos corações no tempo, embora tenham durado apenas horas ou meses... Tornaram-se  momentos infinitos, eternizados nas lembranças e no relógio do amor que marca sem ponteiros o tempo que não envelhece.

Há momentos que fazem o coração bater em vários ritmos, conforme a disposição da nossa alma em vivê-lo, em se entregar, em querer arriscar.

Há momentos que congelam o sabor de um beijo; capturam pra sempre,  no fundo da íris,  aquele olhar que foi somente pra você;  retêm nas pontas dos dedos a sensação do toque na pele e a textura dos cabelos. Há momentos que escondem pra  sempre no coração o eco das palavras de amor ditas nos ouvidos.

Há momentos que só de pensar em não vivê-los dá um nó na garganta, um rio nos olhos, e um pranto na alma. Há momentos, que mesmo antes de acabar já deixam saudades...

                                                                           Marly Bastos

quarta-feira, 18 de abril de 2012

VIRADAS


Na virada da noite
Quando a falta de sono me vira,
 Tu me invades e tudo revira!

Vira-me puro êxtase
Faz-me virar os olhos!
Caminho virado e aberto sou
Virada em mistérios me dou.

Viramos a noite
E a noite me vira amante
Assim, vou revirando delirante...

Reviro-me em suspiros... Nua e crua
Viro fome e viro fartura...
Nas reviravoltas tu me viras...
Se olha de novo desvira!

Em mim revira uma devoção insana
Nesse revirar sou pura e profana
Sou redesvirada que engana!

                                                                  Marly Bastos

segunda-feira, 16 de abril de 2012

JÁ NÃO VEJO QUEM EU VIA



        Viver o agora. Já! Essa é a melhor fase pra se viver. E eu já cheguei à conclusão de que nunca estamos velhos. Velho é alguém que tem mais ou menos outro tanto da nossa idade... Sempre foi assim.

        Aos dez anos eu achava que ia demorar um bocado de tempo pra ter aquela idade fabulosa dos dezoito anos. Aí sim ia ser independente, ser adulta, ser gente. E demorou mesmo! Aquela banguelice que parecia não ter fim, e quando me apontaram os dentes, pareciam que não caberiam na minha boca. Sentia-me a própria “Mônica”, do Maurício de Sousa.

        Tem uma fase na vida da gente, que não somos nem isso e nem aquilo, essa se chama adolescência (ou aborrecência). Quando eu era incumbida de fazer uma tarefa, sempre diziam:” Isso você dá conta de fazer, afinal já é uma mocinha!.” E quando eu queria fazer algo que não aprovavam diziam: ”Não pode, pois você ainda é uma criança...” Descobri que eu era quase adulta, quase criança. E quase nada compreendida. Os pés e mãos ficaram enormes e o nariz cresceu mais (ainda bem que menina não fica com aquela voz esganiçada, como a dos pobres meninos). E roupas? Nada fica bem! Seios que estão indefinidos, falta quadris, pernas finas, o cabelo sempre parece de um adulto jogado na cara de uma criança. Não tem outra palavra: Ficamos desengonçadas!

        Lá pelos treze anos ficamos melhorzinhas, mas aí vem a fase do ridículo! É um tal de amontoar uma nas outras e rir de tudo (e de nada...), parecemos nessa fase um bando (ou alcatéia) de hienas. E passamos, do riso ao pranto com a maior naturalidade. Adolescente adora sofrer! Época em que achamos que ninguém nos ama, ninguém nos entende. Ninguém nos entende mesmo... Nessa fase nem eu me entendia (e hoje ainda não me entendo). Ser adolescente de novo? Nem se pudesse...

        Então, chega o tão sonhado dezoito anos! E sabe o que muda?? Nada!!! No meu tempo começava a pressão pra casar! Vinha todos os parentes perguntarem pra quando era o casório “Moça velha não casa, heim??” Era o irritante comentários das tias carolas. Só sei que depois dos dezoito a vida passou voando, nem sei ao certo em que época fui mais feliz.

        Vivi muito depressa os meus anos e quando cheguei aos quarenta, assustei! Comecei a fazer confusão com datas. Tinha sempre que contar a partir do ano do meu nascimento pra saber em qual idade eu estava (sabe aquela coisa chamada inconsciente? Acho que ele fazia com que eu esquecesse quantos anos já tinha vivido). E o incrível é que os efeitos da idade sempre são mais evidentes nos outros. Eles sempre parecem mais velhos que a gente, mais acabadinhos... Quando esbarrava em uma colega dos anos idos, ficava pensando “a vida dela não deve ter sido boa, está bem mais desgastada que eu...” Na verdade, o que acontece e que nos acostumamos com nossa gasta imagem no espelho. Envelhecemos lentamente e não percebemos os cabelos brancos que vão sendo acrescentados, as rugas que vincam a pele, a saúde que já não é mais a mesma, o corpo não tem a mesma elasticidade... Parece que a gente vai murchando como uma flor... O arranjo no vaso já não é tão formoso e não percebemos.

        O fato é que eu não vi o tempo passar. E ainda continuo a achar que velha é a pessoa que tem o dobro da minha idade. Sei que já não tenho a formosura da rosa recém colhida, todavia exalo ainda o perfume maduro da flor que fenece lentamente no jardim da vida. Tenho o bom humor que a idade traz, e isso é uma preciosa qualidade que faz a minha companhia ser almejada e querida. Não “pago mais mico”, na verdade eu os compro e não me preocupo em parecer idiota diante de certas circunstâncias, pois descobri que ninguém é perfeito, ninguém sabe tudo, ninguém nunca erra, se assim fosse não seria humano.

        No amadurecimento, a gente se apaixona pelo intelecto das pessoas, pela disposição no cotidiano, pelo riso solto, pela vontade de viver. Tem que ter certa postura diante da ditadura da boa forma física, da aparência impecável. Ou você se olha no espelho e aprende a gostar do que vê, ou será uma velha correndo atrás da eterna juventude. “Toda vez que eu olho no espelho, já não vejo quem eu via...” Não vejo, e não tenho saudades daquela imagem. Claro que uso os melhores cremes antissinais, tintas para os cabelos, massagem para conter as celulites, academia para ajudar nas articulações e respiração, mas eu me aceito nos anos que tenho, e de forma alguma minha vaidade renega essa idade

        Recrio minha estória em cada esquina da vida, e hoje realmente não vejo mais quem eu via, mas como disse, a melhor idade é a que temos e então termino dizendo que estou melhor, melhor e melhor![Parabéns mamãe, por ter me feito a exatos quarenta (e uns) anos atrás].
                                                                     Marly Bastos