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terça-feira, 24 de abril de 2012

PALAVRAS OU SILÊNCIO?



Qual é mais competente para traduzir  o que vai na mente e  na alma: Palavras ou silêncio? Dependendo do momento todas duas promovem verdadeira catarse no nosso ser. As palavras às vezes tão inúteis pra dizer coisas tão relevantes e o silêncio deixa de contar o que aflige o coração... Palavras e silêncio são importantes, mas o difícil é saber quando dizê-las e quando silenciá-las. Muito bom quando o silêncio une, quando o silêncio é leve, cúmplice, conivente. É confortador quando calar fala mais que mil palavras.Também é bom quando mil palavras traduzem o silêncio preso na garganta.

Eu não vivo sem as palavras. Mesmo que elas não jorram pela boca e não sejam pronunciadas, estão presentes no olhar, nos gestos, no andar... Minha mãe me ensinou desde cedo a ler o olhar que ela enviava. E ai de mim se não escutasse aquele fechar de sobrancelhas! Era uma surra na certa, por isso, quando deslizava nos “modos”, procurava rapidamente na fisionomia dela o que me aguardava pra depois. Meu pai retorcia o bigode, e eu tremia nas bases. Para mim foi um alívio quando ele por uma puxadinha a mais na lâmina de barbear, “aleijou” o bigodón e teve que raspá-lo. E daí acabou acostumando sem o maldito retorcedor, e com a falta desse artifício para nos intimidar ele ficou mais maleável. Eu ficava pensando, minha mãe bem que podia “aleijar” também as sobrancelhas dela e raspá-las...

Gente, não é por nada não, mas aquele olhar de paquera adicionado de um meio sorriso é “the Best”. Fala tudo sem dizer nada, faz promessas sem se comprometer e geralmente não dá em nada mesmo. Mas levanta a estima, deixa a gente mais bonita, mas sensual, mais mulher e dentre poucas coisas que deixa a mulher envergonhada e tímida é diante dessa sondagem, desse limiar entre a brincadeira e o “será?”.

Pensando nessas coisas, lembro de uma vez que um olhar me fez o sangue gelar, foi quando fui assaltada. Displicentemente, andava por uma rua super movimentada às 11 horas da manhã, quando fui abordada por um rapaz que disse: “mooooça...” Eu virei para atender aquela voz tão amável(e ainda me chamou de moça) e deparei-me com os olhos mais malévolos que já tinha visto, fiquei perplexa e paralisada e ainda não tinha visto o revólver que ele apontava pra minha barriga. Nem foi preciso, o olhar dizia tudo, “passe o que quero ou te mato”. Passei tudo, talvez mais do que ele queria, sem uma palavra nem de cá e nem de lá. É... Como eu disse, há silêncio maior que palavras, bem maior.

Quando somos crianças não sabemos nos expressar com palavras, aí usamos as mãozinhas para acarinhar, bicotas molhadas e muitas vezes preguentas de doces para agradar. Lembro-me que ia curar a surra que minha mãe me dava no colo dela. Creio que era uma maneira de dizer que mesmo levando uma correção eu a amava. Meus filhos faziam a mesma coisa, aí é a hora de você ficar sem palavras. Mas crianças não entendem muito de silêncio, então, nesse momento valia uma canção de ninar, na melhor voz do mundo : A voz do amor!

Até vivo sem a palavra pronunciada, mas sem a palavra grafada jamais! Ela faz parte do que gosto, do que tenho prazer. Na escrita eu divago, vago, escrevo pra mim mesma e para os outros, escrevo verdades e mentiras, escrevo sonhos e fantasias, escrevo bem e/ou mal. Escrevo quando estou sozinha, ou quando sinto a solidão bater mesmo em meio a uma multidão. Escrevo porque preciso falar e às vezes tenho que respeitar o silêncio dos outros. Escrevo quando o silêncio cala fundo... Afinal palavras e silêncio são cúmplices  na jornada da comunicação, pois quando um fala o outro se cala... E ouve.
Marly Bastos

sexta-feira, 20 de abril de 2012

MOMENTOS QUE A INTENSIDADE FAZ!



 As emoções que vivemos num determinado momento é que vão determinar o quão intenso ele foi(muito, pouco ou pra sempre).  É a emoção versus intensidade. É o relógio da vida versus o relógio da alma.

Há momentos, em que as emoções são tão intensas, e duram tão pouco, e mesmo assim temos a impressão de que vivemos uma eternidade. Outras vezes vivemos uma história por anos a fio, e ela passa sem nada deixar, parece que as emoções evaporaram no ar, ficam no esquecimento, pois não tiveram intensidade. O momento marca espaço de tempo diferente conforme as emoções.

Há tempo infinito, único, pra sempre. Tempo que o relógio marcou anos desde o “ the end”, porém é atual na memória e ainda alimenta a alma.

Há amores que por algum motivo não deram certo, acabaram sem acabar, deixando uma saudade infinita, uma sensação de que daqui a pouco se concretizará, uma esperança de acertar, uma vontade de desfecho... Amores que param nossos corações no tempo, embora tenham durado apenas horas ou meses... Tornaram-se  momentos infinitos, eternizados nas lembranças e no relógio do amor que marca sem ponteiros o tempo que não envelhece.

Há momentos que fazem o coração bater em vários ritmos, conforme a disposição da nossa alma em vivê-lo, em se entregar, em querer arriscar.

Há momentos que congelam o sabor de um beijo; capturam pra sempre,  no fundo da íris,  aquele olhar que foi somente pra você;  retêm nas pontas dos dedos a sensação do toque na pele e a textura dos cabelos. Há momentos que escondem pra  sempre no coração o eco das palavras de amor ditas nos ouvidos.

Há momentos que só de pensar em não vivê-los dá um nó na garganta, um rio nos olhos, e um pranto na alma. Há momentos, que mesmo antes de acabar já deixam saudades...

                                                                           Marly Bastos

quarta-feira, 18 de abril de 2012

VIRADAS


Na virada da noite
Quando a falta de sono me vira,
 Tu me invades e tudo revira!

Vira-me puro êxtase
Faz-me virar os olhos!
Caminho virado e aberto sou
Virada em mistérios me dou.

Viramos a noite
E a noite me vira amante
Assim, vou revirando delirante...

Reviro-me em suspiros... Nua e crua
Viro fome e viro fartura...
Nas reviravoltas tu me viras...
Se olha de novo desvira!

Em mim revira uma devoção insana
Nesse revirar sou pura e profana
Sou redesvirada que engana!

                                                                  Marly Bastos

segunda-feira, 16 de abril de 2012

JÁ NÃO VEJO QUEM EU VIA



        Viver o agora. Já! Essa é a melhor fase pra se viver. E eu já cheguei à conclusão de que nunca estamos velhos. Velho é alguém que tem mais ou menos outro tanto da nossa idade... Sempre foi assim.

        Aos dez anos eu achava que ia demorar um bocado de tempo pra ter aquela idade fabulosa dos dezoito anos. Aí sim ia ser independente, ser adulta, ser gente. E demorou mesmo! Aquela banguelice que parecia não ter fim, e quando me apontaram os dentes, pareciam que não caberiam na minha boca. Sentia-me a própria “Mônica”, do Maurício de Sousa.

        Tem uma fase na vida da gente, que não somos nem isso e nem aquilo, essa se chama adolescência (ou aborrecência). Quando eu era incumbida de fazer uma tarefa, sempre diziam:” Isso você dá conta de fazer, afinal já é uma mocinha!.” E quando eu queria fazer algo que não aprovavam diziam: ”Não pode, pois você ainda é uma criança...” Descobri que eu era quase adulta, quase criança. E quase nada compreendida. Os pés e mãos ficaram enormes e o nariz cresceu mais (ainda bem que menina não fica com aquela voz esganiçada, como a dos pobres meninos). E roupas? Nada fica bem! Seios que estão indefinidos, falta quadris, pernas finas, o cabelo sempre parece de um adulto jogado na cara de uma criança. Não tem outra palavra: Ficamos desengonçadas!

        Lá pelos treze anos ficamos melhorzinhas, mas aí vem a fase do ridículo! É um tal de amontoar uma nas outras e rir de tudo (e de nada...), parecemos nessa fase um bando (ou alcatéia) de hienas. E passamos, do riso ao pranto com a maior naturalidade. Adolescente adora sofrer! Época em que achamos que ninguém nos ama, ninguém nos entende. Ninguém nos entende mesmo... Nessa fase nem eu me entendia (e hoje ainda não me entendo). Ser adolescente de novo? Nem se pudesse...

        Então, chega o tão sonhado dezoito anos! E sabe o que muda?? Nada!!! No meu tempo começava a pressão pra casar! Vinha todos os parentes perguntarem pra quando era o casório “Moça velha não casa, heim??” Era o irritante comentários das tias carolas. Só sei que depois dos dezoito a vida passou voando, nem sei ao certo em que época fui mais feliz.

        Vivi muito depressa os meus anos e quando cheguei aos quarenta, assustei! Comecei a fazer confusão com datas. Tinha sempre que contar a partir do ano do meu nascimento pra saber em qual idade eu estava (sabe aquela coisa chamada inconsciente? Acho que ele fazia com que eu esquecesse quantos anos já tinha vivido). E o incrível é que os efeitos da idade sempre são mais evidentes nos outros. Eles sempre parecem mais velhos que a gente, mais acabadinhos... Quando esbarrava em uma colega dos anos idos, ficava pensando “a vida dela não deve ter sido boa, está bem mais desgastada que eu...” Na verdade, o que acontece e que nos acostumamos com nossa gasta imagem no espelho. Envelhecemos lentamente e não percebemos os cabelos brancos que vão sendo acrescentados, as rugas que vincam a pele, a saúde que já não é mais a mesma, o corpo não tem a mesma elasticidade... Parece que a gente vai murchando como uma flor... O arranjo no vaso já não é tão formoso e não percebemos.

        O fato é que eu não vi o tempo passar. E ainda continuo a achar que velha é a pessoa que tem o dobro da minha idade. Sei que já não tenho a formosura da rosa recém colhida, todavia exalo ainda o perfume maduro da flor que fenece lentamente no jardim da vida. Tenho o bom humor que a idade traz, e isso é uma preciosa qualidade que faz a minha companhia ser almejada e querida. Não “pago mais mico”, na verdade eu os compro e não me preocupo em parecer idiota diante de certas circunstâncias, pois descobri que ninguém é perfeito, ninguém sabe tudo, ninguém nunca erra, se assim fosse não seria humano.

        No amadurecimento, a gente se apaixona pelo intelecto das pessoas, pela disposição no cotidiano, pelo riso solto, pela vontade de viver. Tem que ter certa postura diante da ditadura da boa forma física, da aparência impecável. Ou você se olha no espelho e aprende a gostar do que vê, ou será uma velha correndo atrás da eterna juventude. “Toda vez que eu olho no espelho, já não vejo quem eu via...” Não vejo, e não tenho saudades daquela imagem. Claro que uso os melhores cremes antissinais, tintas para os cabelos, massagem para conter as celulites, academia para ajudar nas articulações e respiração, mas eu me aceito nos anos que tenho, e de forma alguma minha vaidade renega essa idade

        Recrio minha estória em cada esquina da vida, e hoje realmente não vejo mais quem eu via, mas como disse, a melhor idade é a que temos e então termino dizendo que estou melhor, melhor e melhor![Parabéns mamãe, por ter me feito a exatos quarenta (e uns) anos atrás].
                                                                     Marly Bastos 

domingo, 15 de abril de 2012

UM AMOR ASSIM!

 
Sabe o que eu quero? Um amor com jeitinho de chuva fina,
suave, calmo, contínuo e que mansamente fecunda.

Quero um amor que seja aconchego, onde eu possa repousar meu choro, 
derramar meu cansaço, chorar meu riso e gargalhar meu pranto.

Quero um amor que me traga segurança, firmeza e confiança,
Quero um amor que me veja princesa dos seus sonhos,
chapeuzinho vermelho da sua floresta, lua encantada do seu céu.


Quero um amor simples, descalço de requintes,
que saiba rir das minhas bobagens, entender meus surtos...
Que me faça menina nos seus braços e mulher no leito de desejos

Quero um amor muso, que inspire minhas poesias, meus sonhos e devaneios,
 sopre as nuvens até formar cavalos alados para juntos viajarmos no infinito.
que me ame sem receios, sem mais ou menos ou sem meios...

Quero um amor que me conte histórias, que fale de tudo,
que me ensine do mundo, ouça meu jorrar de palavras e me cale com beijos.
Quero um amor que suba comigo às alturas,
deguste os manjares dos deuses no meu banquete de delícias.

Quero um amor tempestade nos desejos e chuva serôdia no colo,
Que seja brisa para meus momentos acalorados, 
vento que seque minhas lágrimas de tristeza
ou orvalho que sustente minha alma em tempo de sequidão.

Quero um amor bonança... Assim, como você!
Birrento, pirracento,adorável, galanteador, romântico,cuidadoso
e ainda me deixa ser ciumenta (e diz que não tem ciúmes...)!
Não é tudo de bom esse amor?? Tsi,tsi,tsi...

Marly Bastos

sexta-feira, 13 de abril de 2012

COM TINTA CORDIAL ...


A vida nos faz esquecer muitas coisas sabia? Eu sou meio menina e muito romântica (a minha menina interior esta um pouco calada ultimamente). Você com seu carinho, suas brincadeiras, seus galanteios sempre a acorda e a traz à tona. Quando não te tenho por perto, extravaso meus sentimentos escrevendo muitas poesias.Tens razão em dizer que a criatividade é minha válvula de escape, e que escrevinhar arrefece-me a dor.

Sou exagerada em tudo! Sinto demais, sofro demais, amo demais, fantasio demais. Tenho certa dificuldade para balancear isso, pois fica-me a sensação de que minha vida escorre rapidamente por meus dedos. 

Sou louca e poeta e concordo contigo que viver esse “catatau” de emoções é para poucos. Ensinastes-me  que o segredo é lidar com a vida pensando no presente, não divagar muito sobre o futuro e não arrepender e nem se amargurar com o passado. 

Às vezes a vida cobra muito, e tu és o que me acalma e me dá alento. És tu minha nota harmônica, meu melhor poema, meu sol no entardecer... És quem me dá um pedacinho de chão, quando preciso de terra firme; oferece-me um bocadinho de céu para eu sonhar minhas nuvens; quem me permite ser nuvens para os teus devaneios.

Você engrandece-me o espírito, preenche o meu coração, coloca o riso em meus lábios e a poesia nas minhas mãos. Alivias minha alma da dor, e fazes as meninas dos meus olhos dançarem brejeiras e alegres. Para ti sou livro aberto e escrito com tinta cordial vermelha, pulsante e quente. Em teu regaço sou vernáculo fluído, gostoso, simples e refinado ao mesmo tempo. 

Sim, tenho alma transparente, e isso é motivo da minha credibilidade e por vezes, motivo das minhas dores... 
                               Marly Bastos

segunda-feira, 9 de abril de 2012

COISAS PRA VIVER

                                       
Onde ficou minha juventude?
Por onde se embaçou meu viço?
Tantas coisas pra viver,
Presas na gaveta do tempo,
Emperrada pelo cotidiano...
E assim,
A vida vai passando,
O tempo correndo,
Os sonhos crescendo...
A alegria que vem e vai.
A tristeza camuflada...

Que vincos são esses no meu rosto?
Caminhos de aprendizagem?
Sinônimos de longo viver?
Ou seria o reflexo
Do amarrotar da alma?
Ou do morrer da juventude?...

Então, dou vivas ao amadurecer!
Na face,
Semblante perfeito onde o sorriso nasce,
No riso,
De deliciosos  momentos sem siso.
No amor,
Mesmo que cresça na dor.
Nos vincos e laços,
Que juntam num todo, meus pedaços...

Marly Bastos

sexta-feira, 6 de abril de 2012

MÁ COMPANHIA NÃO É NADA MAU!


Eu vivo por aí apregoando que antes só do que mal acompanhada. Mas sinceramente isso é coisa de quem está com dor de cotovelos, com carência mal resolvida, ou com vontade de provar a si mesma de que perdeu “qualquer coisa à toa”. É isso mesmo... E já que estou confessando isso, hei de confessar também, que ultimamente ando sentindo falta de uma má companhia, nem que sirva pra depois eu chegar novamente à conclusão de que antes só do que com uma má companhia.
Sim, estou carente!
E não venham me dizer que má companhia a gente encontra em qualquer lugar. Encontra não. Afinal de contas, já que é má companhia, precisa, no mínimo, que seja moreno, alto, bonito e sensual [loiro também serve]. Pode ter certeza que essa má companhia, não é nada má...
 Quando me vem à mente essa má companhia, lembro logo de Chapeuzinho Vermelho e do Lobo Mau. Pra ela poderia ser uma companhia horrível, mas para uma mulher bem resolvida, aquelas feições temerosas e horríveis não são de todo ruim. Pensa comigo: Para chapeuzinho todas as respostas dos “pra quês” foram de botar medo (mas ela era uma criança né?). Agora se esses “pra quês” fossem feitos por uma mulher bem centrada eu imagino que a resposta poderia ter sido outra! Veja:
MBR (Mulher bem resolvida): Lobo Mau porque esses olhos tão grandes?
LMS (Lobo Mau sedutor): Para poder admirar toda tua beleza, que vem da tua alma e reflete qual flor orvalhada no teu exterior!
MBR: Para que esse nariz tão grande Lobo Mau?
LMS: É para aspirar toda poesia que emana de ti, e que às minhas narinas vem como perfume suave e único.
MBR: Para que essa mão tão grande Lobo Mau?
LMS: Essas mãos enormes, tão somente desejam tocar na tua pele, sentir teu calor e apalpar tuas carnes macias que me chocam a imaginação...
MBR: E essas orelhas tão grandes???... Pra que seriam?
LMS: Para ouvir tua voz tão meiga e doce, dizendo palavras que me elevam às alturas !
MBR: E essa boca enorme, tão cheia de dentes? Pra que a usará?[eu pensaria uma infinidade de respostas... Mas melhor deixar o resumo do Lobo Mau]
LMS: Pra te comer... Engolir inteira é coisa pra lobos sem experiência. Eu te mastigarei com meus dentes enormes, saborearei cada pedacinho e depois sorrirei  satisfeito, sabendo que devorei o melhor banquete que encontrei nessa floresta chamada vida.
Resumindo, o lobo mau, que nesse caso é a má companhia, tem boas intenções sabia? Que mulher não gostaria de ter uma companhia que fosse somente olhos para ela, que ouvisse tudo que ela tem pra dizer, a acariciasse com mãos enormes, cafungasse no seu cangote com aquele nariz imenso e por último ainda a (comesse) devorasse?
Que chapeuzinho vermelho que nada, quem se dá bem na história é a vovozinha! Ráaaaaaa!!! E quem disse que uma má companhia é algo mau? Bem... Má companhia no bom sentido.

terça-feira, 3 de abril de 2012

MEU OCASO

Essa sua distração rasga-me a alma
E o silêncio proposto por ti, arrebenta-me os (a)cordes
Faz-me chorar tanto que fere as meninas dos meus olhos...

Não importa o que faças,
Nem se pode considerar o que digo...
Simplesmente, você não pode ir de mim
E eu não posso me perder de você.

Esse seu querer ao acaso,
Provoca o ocaso da minha alegria
E o amanhecer da minha dor.

Evite tentar esquecer o doce dos meus lábios,
E eu conservarei em minhas pupilas o doce do teu sorriso.
O nosso pacto era para ser somente versos, e molhar a pele
Mas o teu amor tornou-se minha poesia e lavou-me a alma...

Meu coração vive entre alegres batidas e partidas.
Invento modos de perpetuar em mim teu cheiro e gosto,
E no coração, uma cicatriz cauterizada em forma do teu rosto.

Marly Bastos