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segunda-feira, 14 de maio de 2012

GAVETA ADORMECIDA DO TEMPO.


O vento bafeja quente na pele.
O céu ruborizado... Por qual razão?
Um sol amarelado ainda arde no horizonte.
As unhas más da saudade, cravam no coração,
Lembranças ferrenhas deslancham dentro de mim,
Abre a gaveta adormecida do tempo, nesse instante
A recordação se vê livre e voa! Torno escrava do passado!

[Nossos corpos nus deixam marcas na areia,
Gemidos arrancados pegam carona com a brisa.
 Beijos molhados pede alforria nas ondas rítmicas.
Nossas digitais ficam marcadas nas algas indiscretas,
Visgos dos corpos excitados, lambuzam de mel o mar.
O calor das nossas peles se mesclam e a loucura vagueia.
Nesse instante, fizemos nosso castelo de sonhos... De areia!]

O destino zomba da alegria...
Desmoronado, enfim nosso castelo!
Olhos que choram e traduzem dor incurável,
Diante do cenário de longos e frenéticos momentos,
Embebedando de dor, recordações tão distantes e queridas!
Tarde linda... Nela, tristeza vira canção e da lágrima cai poesia.

Marly Bastos