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terça-feira, 12 de maio de 2015

QUANDO VOCÊ CHEGAR.

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Quando você chegar,
A casa não terá portas,
Meu coração não terá barreiras,
As cores opacas das minhas íris estarão coloridas
E terei palavras raras
Para mostrar-te a imensidão dos meus desejos.
Deixarei que o tempo reponha a alegria na minha alma
E não teremos mais um afeto entristecido...

Em meio a risos e lágrimas,
Encontrarei o espaço de todas as dimensões
E fecundarei para ti os mais sólidos contos de fadas.
Na minha inspiração frágil e delicada,
Deixarei a vida fluir por estradas diversas
Convergindo em passado, presente e futuro...
Sem vésperas e datas e tão perto quanto possas estar,
Sussurrarei para ti as minhas palavras mais desejadas...

E na virgem nudez dos sentimentos,
 te darei o meu melhor sorriso
E ele será meu convite para que faças morada em mim.


Marly Bastos

sexta-feira, 8 de maio de 2015

LINGUAGEM DA ALMA



Palavras mudas de amor, rolam insistentemente por minhas faces.
E em repertório silencioso,
Convencem apenas minha alma da poesia que há no querer.
Linguagem liquefeita, que sustentam suspiros de tristezas...

Ânsias de um sentimento no peito guardado
Como se fosse um pássaro de asa quebrada,
Que sabe voar, todavia continua ali aprisionado,
Pois lhe falta o mais importante para alçar voo...
A asa? Não... A coragem! 
 Meu coração é ninho que abriga um pássaro ferido!

Talvez a mais sincera linguagem do amor
Esteja nas lágrimas teimosas
Que brotam do manancial chamado alma;

Talvez o maior grito de desejo
Ecoe no borbulhar do sangue nas veias,
por desejos que retorcem calados na calada da noite...

 Marly Bastos

 
 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

DÁ UM TEMPO, SOLIDÃO!


                                                  imagem extraída da internet

Na verdade a solidão não está sozinha... Ela sempre está acompanhada pela saudade e lembranças que insistem em bater na porta do seu coração sem avisar e quando menos se espera [Eita danadinha né?]. Na solidão temos definitivamente a companhia do amor que ficou quando o amado se foi.
A solidão tem espaço, quando mesmo aceitando que as coisas não dariam certo,  ainda não liberamos a desistência “dessas coisas” ou quando apesar de tudo ainda passa pela nossa cabeça uma montanha de “se”  “talvez” e “quando” que provocam ondas de possibilidades, de apego, e de quereres ao que já não é.
Ahhhhh... A solidão dói sim! Ela é alicerçada na tristeza e melancolia, que devagarzinho vai corroendo nossos ânimos e nos estagnando a vida. Não se deve permitir que ela escravize nossa alegria, nossos sonhos, nosso futuro. E aí, é uma questão de vivê-la, senti-la, acarinhá-la e gozá-la e depois como uma vadia qualquer colocá-la porta à fora.
Quem deixa ela tomar espaço no seu cotidiano, na sua cama, nos seus relacionamentos e nos recônditos da sua alma, já foi enterrado respirando ainda. Esse torna-se uma pessoa com um véu sobre o olhar, um gosto de fel na língua e uma carranca no sorriso... Solidão mata em vida!
As companhias que a solidão cativa[saudade e lembranças] gera um outro tipo de solidão: Solidão de si mesmo! O “eu” vai sendo anulado pelos sentimentos de tristeza e aí nem contigo estará mais, e o vazio que fica dentro dessa carcaça “inhaquenta” provoca a falta de amor próprio! E daí? E daí, se nem seu “eu” te suporta, que dirá os outros... Quem gosta de amargor é comedor de jiló!
Da solidão ninguém está livre! Ela é como uma nuvem que paira sobre o infinito da nossa alma, mas que deve ser soprada pelo vendo da alegria e do renovo, pois a vida é muito curta e não vale ficar de “boca aberta” olhando a dita nuvem e esperando que ela se desfaça quando bem quiser...
Marly Bastos

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O GIRAR DA VIDA!

 
Parei em frente ao espelho... Olhei-me sem reservas e sem tapeiras psicológicas, vi-me como realmente estou. Passei a mão vagarosamente pelo meu rosto, pescoço e desci sondando a pele e a firmeza da carne. Constatei a minha maturidade.
 
O maldoso reflexo no espelho mostra sem dó as marcas que o girar da roda do tempo deixou. Todavia, vou além desse reflexo físico, mergulho na alma e começo a revirar meus sentimentos e emoções. Analiso numa visão realista as perdas e ganhos. Descubro que agora tenho mais capacidade de entender minhas perdas físicas e emocionais.
 
Perdi com certeza, uma porção generosa de elastina da pele, o nível de progesterona, massa óssea e muscular, perdi pigmentação dos cabelos, perdi uma porcentagem da capacidade visual e auditiva(risos). Mas, fazendo um balanço vejo que minhas perdas, foram mais físicas, já que nesse caminho que percorri, aprendi muitas coisas e ganhei outras tantas...
Hoje tenho autonomia nas minhas escolhas, posso direcionar minha vida, escolher o rumo de minha existência com liberdade. Sou reconhecedora das fases pelas quais passei e tirar dela o melhor. Hoje tenho mais serenidade e mais sabedoria, adquirida através da experiência que os anos trazem.
 
Essa dita maturidade, trouxe-me mais sensualidade, tornou-me mais provocante, mais erótica, mais razão, mais coração. Trouxe-me uma alma sensível e determinada; feminina, porém forte. Não deixo “nas entrelinhas”, procuro dizer sutilmente; sou mais seletiva; tenho mais “jogo de cintura”; sou e tenho uma conversa interessante. Isso é fato!
 
Com o tempo, a pele amadurece e se torna macia, quente e aconchegante. Os poros mais dilatados para uma melhor fusão de cheiro, gosto e calor... A boca mais receptiva... Os olhos mais felinos e maliciosos, talvez por ter essa experiência refletida neles. Afinal os olhos não são o reflexo da alma? As mãos mais cândidas e sábias, as palavras mais pensadas, as diferenças são moldadas e não divididas (isso é arte). Enfim, os vendavais das emoções ficaram para traz, pois chegou o tempo do soprar da brisa que trás refrigério.
 
Que desça a areia da ampulheta da minha vida, e contarei os grãos desse relógio chamado plenitude. E viverei cada momento, gastando e me deixando gastar...
 
Marly Bastos
                   

terça-feira, 21 de abril de 2015

VEM CÁ!


Vem cá!
Derrame-te em mim por inteiro
Eu desejo o teu gosto e cheiro
Vem! Homem faminto
Dominando  meu instinto
Cavalgando em meus desejos
Arrepiando meus pelos

Vem cá!
Acaba comigo em puro êxtase
E faz-me transpirar gemido
Aflorar a libido,
Gemer sussurros
Calar meus urros
Nas ondas dos teus arrepios surfar
Nos teus apelos lambuzar.

Vem cá!
Chega-te a mim...
Apaixonado e furioso
Faz do meu corpo teu repouso,
Seqüestrando meu gozo
Aprisionando meus anseios
Com esse seu jeito assim, sem receios...

Vem cá!
Invada meu corpo inteiro
Quero-te primeiro e por derradeiro
Chega-te a mim, completamente
E me derramarei toda... Docemente

Marly Bastos

segunda-feira, 20 de abril de 2015

ENVIESADA


 
Imagem da Web

Sim eu sou mulher!
E às vezes me sinto condensada dentro de um frasco de poesia
ou espremida num saco de incertezas. 

Sou de parir lágrimas de amor,
mas também sei cultivar um espinhal que fere doído.
Eu sou mulher e por isso lacuno meus medos,
deixo meus desejos navegarem sem fronteira
e sou capaz de ocultar as chagas das tristezas que a vida impõe.

Confabulo um chamego e um cafuné, e me deixo transbordar de amor.
Às vezes sou gata no cio, que exige, que arranha e que toma tudo...
Ou gata dengosa que só quer aconchego, espreguiçar languidamente
e ficar observando o mundo com olhar profundo.
E me dou ainda ao prazer de ser gata felina,
que vai à caça, e luta pelo rato de cada dia.

Sou contradição, sou lógica!
Sorrio chorando, choro sorrindo.
Sou suave mesmo num vendaval
ou furiosa como um bouquet de rosas vermelhas.

Vivo loucuras sentidas e despudoradas,
também sou formada de verdades benditas,
palavras edificantes e carícias curadoras.

Sou sim, capaz de esfaquear verdades, arrancar pedaços de mentiras,
costurar sentimentos no tempo e lamber lentamente minhas tristezas.
Minhas palavras têm personalidade própria
e elas mostram que sou muito humana e deveras enviesada.

Marly Bastos

sexta-feira, 17 de abril de 2015

NO ANDAR DA CARRUAGEM, ANDA TAMBÉM MINHA VIDA...


O tempo tira de um lado e muito oferece do outro. Na maturidade, amamos verdadeiramente, sem limites, fronteiras e sem medo. E da mesma forma somos amados. Não vivemos do corpo e sabemos aproveitar o que a mente nos proporciona: Uma mente cheia de riquezas que aumentam a cada dia. 

Em questão física, tudo descamba e envelhece, mas os sonhos não acabam, as lembranças não morrem, a experiência e sabedoria aumentam e o amor não se cansa nunca. O tempo deixa marcas no físico sim senhor, desde a cor dos cabelos, textura da pele e até o tom da voz. Esse é o ciclo da vida. 

Mas vamos combinar, fruta madura é bem melhor... Mais doce, saborosa e suculenta... O que se perde em vigor físico, se ganha em experiência, vivência, sabedoria e é aí que entendemos melhor nossa existência  decifrarmos os atalhos que ela nos proporciona. É na maturidade que entendemos muitas coisas, é nela que temos uma vida renovada. O bom do envelhecer é a bagagem que se vai adquirindo e que nos permite viver melhor,com sabedoria e em plenitude. 

Alguém vai dizer que é balela essa colocação que faço sobre o passar do tempo, sobre a vida e suas marcas e que a aceitação de que envelhecemos é o melhor caminho para encontrar um ponto de equilíbrio para o nosso eu. Então vem a pergunta: E tem outro jeito? O tempo passa, a pele fica flácida e as articulações enrijecem... O olhar perde o viço, o cabelo perde o balanço, enquanto você balança e cai por qualquer tropeção. Ou aceita isso, ou vai ser uma pessoa velha e esticada por intervenções cirúrgicas, metacril e botox[e frustrada]. Nada contra [e até penso em fazer algo assim daqui uns tempos] mas encontrar o equilíbrio é essencial, para não parecer uma múmia no formol, uma pessoa ranzinza e azeda!

Enfim, o tempo é muito generoso quando as pessoas são sábias, quando sabem tirar maior proveito dele! A lei da vida é essa: Ao mesmo tempo que a ação da gravidade age na gente, os conhecimentos e cargas de experiência, também! Conforme os anos passam, aprendemos o suficiente para constatar a beleza que existe nesta fase da vida em que estamos. Enquanto perdemos no corpo, ganhamos na alma. Há mais ganho do que perda, afinal elastina se repõe [com injeções?] e sabedoria não tem quem possa barganhá-la na bioplastia. Basta aceitar que envelhecer o corpo faz parte do viver, mas que o interior pode ser eternamente jovem, Como? Nunca deixar que as lamúrias tomem espaço onde deveria estar a alegria! Ninguém aguenta velho ranzinza, isso é fato...

Marly Bastos

domingo, 12 de abril de 2015

AINDA NÃO PERCEBESTE.


Foto da web
 
... Ainda não percebeste, mas eu sou o vazio que te lateja
nas madrugadas ocas; a música silenciosa que te invade a alma,
em forma dos meus sussurros...

Sou a latência incômoda que te revira insone! Sou o teu encolher,
pelo medo arredio de te entregares... E por mais que fujas, sabes que
detenho teus passos na minha estrada cheia de curvas.

Estou escondida na profundidade dos teus olhos... E sabes ser impossível
arrancar-me de lá,  pois estou colada à tua retina.
Sou eu quem libero cores para a tua visão.

Sou teu oásis de águas cristalinas, escondida entre folhagens
para que somente tu sacies tua sede.

Sei que foges sôfrego, mas volta pulsante... Pronto para mergulhar
todo em minha fonte de desejos, onde escorre líquidos doces e quentes
que te embriagam e renovam tuas forças.

Sou teu grito de “não”, sou teu apelo de “sim”, sou tua dúvida de “talvez”...
Eu sou tuas irrealidades, impossibilidades e tudo
que te complica a vida.

E por ser tanto em ti, deixo minhas entranhas guardadas
em tuas mãos.
Mas nem isso, ainda percebeste...
Marly  Bastos

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A TUA PALAVRA SENHOR!


Sacudirei o pó da caminhada pelo deserto,
Louvarei no vale, pois Ele reavivará meus sonhos,
Abrindo fendas na rocha para saciar minha sede.
Assim, meus lábios cantarão louvores ao meu Deus,
Atraindo toda sorte de bênçãos para minha casa.

Levantarei minha cabeça e subirei ao cume do monte,
Para que ali o Senhor fale comigo...
E sentirei a brisa da Sua boca, limpando minha alma, 
E o azeite da Sua glória sarando minhas feridas. 
Contemplarei os galhos secos florescendo,
E o solo castigado, pisado pela injustiça,
Sendo cultivado pelo meu Deus e Senhor. 

Descansarei folgadamente, 
Pois uma nuvem de glória pairará sobre mim
E a restituição chegará enfim à minha vida.
Portanto, comerei o melhor desta terra, 
Pois, com Deus sou grandemente próspera!
(Promessas extraídas da Bíblia)

Marly Bastos

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

SÃO FOFOS ESSES FOFINHOS!



Estou sempre afirmando que os homens são a segunda obra prima de Deus. A primeira são as mulheres sem dúvidas, por serem feitas depois deles, foram aperfeiçoadas em tudo. Mas hoje, quero falar de uma classe especial de homens: Os fora da forma física convencional. Esses têm um encanto especial! Diante do bom humor que eles demonstram, uma barriguinha não tem importância alguma. Geralmente não gostam de pegar sol e ficam branquinhos... E quem se importa com isso? Afinal pra que marquinhas? Eles tem consciência da forma física que exibem(em forma de bola, quadrado, retângulo, colchão, tamborete, tambor...), e por isso, não ficam se exibindo sem camisa por ai, com o peitoral de fora e nos deixando roxas de ciúmes. Aliás, homem “malhação-janela”(aqueles com uns dorsos maravilhosos sempre exposto para delírio da mulherada) geralmente não são cavalheiros, são egoístas e exibicionistas, além claro de quase fúteis.

Homens malhados e o IMC ideal são “ um pé no saco”, pois só falam de suplementos alimentares, calorias das barrinhas de cereal, gordura saturada do sanduiche, os malefícios da carne vermelha (picanha então um veneno!). Lasanha? Só se for de berinjela no lugar da divina massa... Saia com um desses pra ver! Vai comer folhas igual lagarta ou pra não exagerar uma salada com produtos integrais. Tem quem goste, mas sinceramente eu faço esse tipo de refeição em casa e nos dias úteis. Final de semana eu quero ser feliz e isso inclui pizzas e outras massas, carnes vermelhas, inclusive de porco com tutu a mineira. Uma galinhada e coca-cola, e não me venha com o veneno da light ou diet eu gosto é da engordiet.

Deu pra entender porque acho homens fofinhos tudo de bom né? Nem precisa pedir, eles te leva pra uma churrascaria quase a meia-noite e manda descer o rodízio! Isso inclui passar a noite toda sentindo mal pelo peso da carne que o estômago não consegue digerir direito... Mas quem importa? Os risos, a conversa divertida (ninguém fica divertido com fome), aquela cumplicidade no mastigar que até parece sincronizado... Tudo lindo! Há outros lugares para ir claro, mas com certeza, eles fogem(como eu) de restaurante especializado em comida francesa, pois aquele tiquinho de comida no prato afugenta o homem fofinho(e a mim também).

Aqueles homens que parece pão de queijo, fofinhos, gostosinhos, redondinhos e branquinhos, podem não ser padrão de beleza, mas que são excelentes são. Eles se superam em inteligência, em gentilezas, em carinhos, e com toda certeza em nada ficam a dever em encantos aos brutamontes(não que eu não goste. Eu gosto sim, acho lindo quando os músculos estão na dosagem certa, quando não há exagero), mas sinceramente, não é o essencial aos olhos. Olhos femininos sábios, enxergam o que é invisível, o que está nas entrelinhas, o que passa batido pelas menos experientes da vida.

     Homens fofinhos se desdobram em encantos, que a nós mulheres (sábias) faz toda diferença. Se são baixinhos, tem um humor nas alturas, geralmente tem alma tão transparente quanto sua pele, o sorriso vale por uma montanha de músculos definidos e o olhar deles geralmente é pura poesia, pois eles te veem com olhos líricos, e diante deles você se sente a mulher mais linda do mundo!

Agora me diz, homens fofos, não são umas fofuras mesmo? Claro, há controvérsias, mas é que essas ainda não experimentaram um verdadeiro pão de queijo, aquele feito com ingredientes genuínos ... Maravilhosos!


Marly Bastos