Total de visualizações de página

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

FIZ-ME PARA FAZER-TE...


Fiz-me palavras, 
Assim poderias me ouvir 
Fiz-me poesia, 
Para alcançar a tua alma. 
Fiz-me rodopio no ar, 
Para que pudesse me arrebatar. 

Fiz-me passos lentos, 
Para que pudesse me alcançar. 
Fiz-me toda carência, 
Para que teu corpo a suprisse. 

Fiz-me dengo intenso, 
Para aninhar-me em teus abraços. 
Fiz-me rosa no teu jardim, 
Para colorir e perfumar seus momentos sem cor. 
Fiz-me orvalho, nos teus dias mais secos, 
Apenas, porque é assim que se provê o amor...

Marly Bastos

Adeus férias! Tremenda sacanagem começar a trabalhar numa quarta-feira, já que a semana que vem vai ser feriado até quarta-feira... Que absurdo! Mas vamos que vamos, afinal o povo precisa de educadores felizes e trabalhadores! Eis-me aqui. Pura felicidade e entusiasmo kkkkkkkkkkkkkk.
Queridos, vou retornando as visitas devagarzinho. Sei que estou com uma falta imensa com vocês parceiros de qualidade e paixão pelo blogar.
Beijokas doces e uma semana memorável [Quer dizer, metade de semana, mas a minha começa amanhã... Ou seja, hoje, já que estou aos 46 minutos do dia 06]

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

"TIOFIM"

                                                                Foto extraída da internet
Pensa num menino chato! Era o Tiofim [Teófilo na certidão de nascimento]. Era ranheta até dizer chega e quando encafifava com uma coisa, era do tipo dolorido, pois ficava horas falando e reclamando da mesma coisa. 

Os pais resolveram visitar uns parentes que moravam em outras terras e pegaram o Jipe que era o transporte “in” da época e rumaram estrada afora. Tiofim ia reclamando que era melhor ter ido montado na eguinha baia dele, a Mimosa, do que ir naquela “carroça dura”. [Menino chato]! 

Chegando à casa dos parentes que eram muito pobres, Tiofim reclamou que aquilo num era passeio “mas uma penitência do tipo daquelas caravanas para o Muquém”. A mãe fechava as sobrancelhas para que ele desconfiasse de que estava sendo impertinente, mas ele nem ligava e ia pondo defeito em tudo que via. “Us cavalo deles pai parece mais nosso jeguim véi, tão magricelas e arrupiados.” O pai fazia de conta que não tinha ouvido nada... E ele continuava: Essas galinha, só tem pena... Será o que elas comi? Num vi privada por aqui paiê, acho que elas come é bosta!” [Menino sem educação]. 

Hora do almoço... O cardápio era arroz, feijão, chuchu refogado e farinha. E sobrou para o Tiofim e a mãe comerem no mesmo prato. Era um prato esmaltado e por tanto uso estava furado... A mãe para não deixar a comida vazar, tapou o buraco com o dedo e com o prato no colo o chamou para comer junto e quando estava quase no fim da comida ela tirou o dedo. Ele começou a gritar e reclamar que ela havia comido a carne dele. Ela explicou que não tinha carne, mas ele dizia: “Tinha sim sua gulosa, a carne estava bem aqui tapando o buraco e ocê a comeu e ai ficou só o buraco.” 

Explicar que era o dedo dela tapando o buraco foi besteira, ele não acreditou. A mãe o levou para um canto e torceu suas orelhas dizendo que se ele fizesse mais uma dessas ia quebrá-lo na pancada. E nem era pra pedir nada pra comer, pois eles nem sempre tinham o que ele queria. Ele concordou! [Menino sem noção...] 

Tiofim havia concordado em se comportar e isso era um alívio para os pais que passavam vergonha com ele o tempo todo. Ele em dado momento, queria porque queria ir embora pra casa, dizia que estava precisando demais ir embora! A anfitriã perguntou pra ele porque aquela urgência em ir embora e ele disse: “É que eu estou com muita vontade de comer banana e minha mãe disse pra eu não pedir, pois ôces são pobres e se eu comer uma vai fazer falta... Tiofim quase que não sobreviveu à surra que levou... [Bem merecido]. 

Tiofim tornou-se um rapaz malquisto, malvisto e totalmente inconveniente... Sofreu por falta de amigos que não gostavam da maneira dele se portar, pelo desprezo das mulheres que não suportavam a falta de gentileza dele. Os pais morreram sem conseguir educar esse homem que era rico, tinha posses, porém sem formação ética nenhuma... 

Morreu jovem ainda, por causa de uma brincadeira num bar. [Que nem merece ser contado o fato]. 

                                                            Marly Bastos

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A VERDADE CABE EM TODO LUGAR?


Maria D’Guia era a caçula de 14 irmãos de uma família nordestina, que veio pra Brasília tentar uma vida mais fácil. Mas, tinham uma vida bem difícil. Às vezes, faltava o que comer e a pobre menina que nessa época tinha nove anos, ia pra escola com o bucho vazio, e por vezes o ouvíamos roncando, reclamando comida. Nessa hora juntávamos moedas daqui e dali por toda a turma da escola pra comprar o lanche pra ela. 

A menina tinha uma imaginação muito fértil e contava casos mirabolantes, de discos voadores, fantasma que sujava o uniforme dela(sempre estava sujo), duendes que apagavam os deveres e por aí. E por causa dessa “imaginação” mais do que fértil ela apanhava todo dia. A mãe, era chamada sempre para comparecer à escola porque ela não fazia os deveres, ou se fazia, os duendes apagavam. A mãe, nordestina arretada, dizia: “ Professora, pois te dou direito de espancar essa mentirosa, castigue essa bichinha, que ela não é fácil. D’Guia ficava com os olhos arregalados de medo... Mas, mentir era algo que já fazia parte do cotidiano dela. 

Um dia chegou à escola parecendo uma berinjela de tanto que apanhou por mentir, e nesse dia tomou a decisão de nunca mais falar uma mentira na vida. 

O pai trabalhava em construção como pedreiro, e não ganhava o suficiente pra alimentar tantas bocas. Todavia, podia faltar tudo, menos a garrafa de cachaça que nos fins de semana era motivo de confraternização entre os amigos de pinga. E para tira-gosto nada como pés de galinha bem cozidos até formar um caldo grosso. Era uma festança só! 

Num desses dias de festança, faltou o dinheiro pro tira-gosto corriqueiro e ficaram imaginando o que fazer para acompanhar a pinga. De repente, a resposta veio do céu: Os pombos do vizinho! Fizeram pombos à passarinho, e a festa rolou o dia todo. 

O vizinho esperou que os pombos voltassem pra casa na boquinha da noite, como era costume. Como não apareceram, ele saiu procurando suas aves de estimação de porta em porta, até que chegou à casa do pai da D’Guia e perguntou: 

- Por acaso os senhor viu meus pombos? Só voltaram quatro e seis não retornaram para o pombal. 

- Não vi não. Hoje não vi nenhum, achei até que estavam presos. Mas, procure que vai achar... 

D”águia ouviu todo o diálogo. E quando o vizinho agradeceu e estava no portão, ela saiu pela lateral da casa e chamou: 

- O senhor ta procurando seus pombinhos né? 

- Sim estou. Mas, ninguém sabe deles. 

- Eu sei... Olha aqui os pezinhos dos seus pombinhos - ela tinha colocado todos os pés num saco e abriu pra ele ver – Eles comeram seus pombinhos com pinga. Esconderam as penas e os pés dentro de um saco pra jogar bem longe amanhã, mas eu trouxe os pezinhos pra você acreditar que eles morreram... 

Nesse dia quase que D’Guia ficou órfã. O vizinho enfiou um revólver na boca do pai dela e disse que ia fazê-lo engolir a arma, tal qual engoliu seus pombos. Depois de muito deixa disso, pare com isso, pense bem, o vizinho relevou e foi embora. E nesse dia a pobre menina apanhou como nunca tinha apanhado na vida. 

Pobre menina pobre! Lamuriosa repetia sem parar: “ Eu não entendo o que querem comigo, pois se minto, apanho e se digo a verdade, apanho também! Assim fico confusa..."

 Acho que o problema é que ela disse a verdade numa "hora errada!" E ainda dizem que a verdade cabe em todo lugar! Tsi...Tsi...Tsi... 

Marly Bastos

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DELIREANDO


Fotos da Web

O ar fica pesado e envolvente 
Massageando forte o desejo latente 
Uma atmosfera de tensão surge de repente. 

Nos ouvidos, desconexo sussurrar! 
É voz, é promessa, é tudo, é nada a cantar, 
Ecos do coração, que faz o espírito saltar. 

O vai-e-vem vira poema, 
E da paixão mais feroz é o tema 
Que exalta, bendiz, ao mesmo tempo difama, 
Controversos sentimentos de quem ama... 

Emoções se demonstrando, 
Infindáveis delírios concordando 
Os conflitos ruindo... Preceitos caindo! 

As pontas dos dedos inspiram, 
Enquanto os lábios ferozmente suspiram 
Abrasivamente, vontades e intuições conspiram. 

No gesto mais simples e cristalino 
Um homem transformado em menino, 
Que na transcendência do ser, transpôs a barreira, 
E me roubou inteira! 

Marly Bastos
 PS: Ando meio ausente, pois estou passando uma temporada com minha mamy e ela não tem internet... Por lá é quase tudo analógico, pouco digital e nada virtual. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

DE SOSLAIO

Ando meio desconfiada...
Olhando a vida meio de ladinho.
A dita paixão, eu sondo de soslaio 
Querendo ler respostas, encontrar verdade, 
Antes de me voltar inteira pra dita realidade. 
E com essa meia desconfiança em doce-amargo, 
Mesclam-se a poesia da alma e a bílis das entranhas. 
Ainda não aprendi a deixar palavras ocas ecoar em vão. 
A saudade esmurra até ferir as portas do meu coração, 
Querendo emaranhar nas tramas da tua ausência, 
Sonhando dançar na minha cardíaca frequência 
E vaguear saudosa no paraíso do teu céu... 
Estancar minhas palavras que sangram 
Silenciar minha dor com seus beijos... 
Mas pra saudade faço ouvido moco, 
Um dia se cansa e vai embora! 

Ando meio desconfiada 
De lábios que prometem tanta emoção 
E sussurram coisas indeléveis ao coração. 
Ando olhando de ladinho, tipo quase metade-cara 
De soslaio, desconfio que não é tão gêmea essa cara-metade... 
E no arredio do olhar, desvio das flechadas do cupido ruim de mira! 
Desconfio nem ser ferrenha essa vontade que me brota no âmago 
Querendo tecer os fios das minhas ânsias aqui de dentro. 
Arredia minha alma procura quem a possa entender 
E seja capaz de juntar os pedaços fragmentados 
De uma vida inteira, que inteira quer se dar! 

Marly Bastos

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

CHEGOU OS MEUS LIVROS DA 1ª ANTOLOGIA LITERÁRIA ESCRITOS LISÉRGICOS

Estava ansiosa esperando a chegada dos livros. Lindos! E é emocionante ver um texto seu ali bem na página 97! Já participei de outras antologias e cada uma tem sua emoção, é como eternizar seus escrevinhamentos. Agradeço de coração ao parceiro Christian por essa iniciativa e sinto-me lisonjeada por participar desse projeto.

Por: CHRISTIAN V. LOUIS
Após observar grandes talentos, muitos desconhecidos, navegando nos mais diversos blogues, Christian V. Louis, autor dos livros 11 NOITES INSONES e do projeto com coautoras ENQUANTO ALGUNS DORMEM e criador do blogue Escritos Lisérgicos, idealizou e conseguiu produzir uma Antologia Literária reunindo diversos escritores brasileiros, tendo como tema o Natal.

Os objetivos principais desta obra são o de apoiar a cultura, incentivar a leitura de grandes escritores da Literatura Contemporânea e principalmente, trazer à tona talentos que em alguns casos, ainda permanecem nas sombras do mundo literário. Esta obra é um convite ao leitor a conhecer novos autores e observar os diversos pontos de vista de um tema que nunca deixará de ser atual e controverso.


O livro está à venda no site da editora (Clube de Autores) a um custo total de R$ 27,61 (não serão cobrados direitos autorais). Somente será vendido em formato impresso. Confira as informações sobre a obra em
e adquira o seu exemplar, o site é confiável e eu recebi os meus exemplares em tempo hábil. 



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

MUITO ALÉM DAS PALAVRAS



Viver é bom demais! E essa expectativa de um novo ciclo me revigora, pausas me descansam 
e reticências faz-me ganhar asas nas possibilidades. 

Sim, a vida é passageira e urge aproveita-la! Ao seu lado amor, ela para mim é ganha. 
Levei o tempo de um olhar para me apaixonar por você e tenho uma vida toda para te amar. 
[E não importa quanto seja esse tempo] 
Descobri que te amar sempre exigiu tão pouco!
 [Somos nós que complicamos a vida] 

Tão bom poder desvendar os segredos dos teus dedos que retêm muitas memórias escondidas
 no tecido encrespado da pele deles.
 Maravilhoso saber que faço parte da história dos teus toques, 
estar nas margens das tuas sensações e no espaço da tua busca táctil. 

Foram tantas horas de encantamento, dias de paixão e anos de amor e compreensão. 
Não quero tornar-me uma deusa que reinou em teu coração... 
Quero ser apenas a mulher que tocou os poros da tua alma com minha ternura 
e marcou com beijo quente os seus mais profundos desejos. 

Tenho medo que todas as palavras se evaporem na sublimação do tempo
 e que tantas e tantas carícias se escondam no silêncio das mãos...
 Tenho medo de que todos os sentires escorram pelo olhar desatento que a vida causa
 e que martiriza muito mais além das palavras caladas. 

Todos os medos que tenho são consequências que o viver traz, 
mas ele não suplanta a minha meta de viver abundantemente.
 E nessa razão de viver, está meu amor por você que na plenitude da lida,
 traz-me a certeza que existirá ainda no ocaso da minha existência...
 E nas lembranças que eu deixar, encontrará palpitantes fragmentos do que foste para mim. 

Marly Bastos

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

OBRIGADA A VOCÊ!


                                                     Cantata de Natal CAIC W.J.M.



Quantas coisas maravilhosas nos aconteceram esse ano através da blogosfera! Aqui nesse mundo, fizemos amizades virtuais e reais em diferentes partes desse mundão de meu Deus. E nele partilhamos talento, criatividade, sentimentos, carinho, sonhos, expectativas, decepções... Enfim, partilhamos nossas vidas, direta ou indiretamente. 

Agradeço de coração por sua manifestação de amizade e acolhimento, que mesmo sem saber, em algum momento suas palavras foram conforto e comunicação de vida em mim e sinto-me feliz por saber que de alguma maneira pude também proporcionar algum conforto para alguns em momento de necessidade e carência. Pelas pressões do cotidiano, muita vezes pensei em desistir de escrever ou de blogar, todavia o carinho e apoio que recebi dos amigos falou mais alto e aqui estou eu agradecendo a cada amigo que faz minha felicidade deixando “um dedinho de palavresia” aqui ou enchendo minha alma de satisfação ao escrever coisas que movem e comovem o imo e que eu amo ler. 

O Natal é símbolo de vida nova, de renovo, e nele se comemora o nascimento do Homem que revolucionou o mundo e nos trouxe a salvação e esperança de um Novo Porvir. Jesus Cristo, Senhor absoluto da vida, nos trouxe a libertação das fobias humanas. Nele somos livres e mais que vencedores. Que neste natal sejam confraternizados todos os desejos de um mundo melhor! E para isso é necessário fazer um balanço de tudo que aconteceu, e transformarmos em saldo positivo os momentos ruins e difíceis, afinal são eles que nos ensinam a trilharmos nossos passos de maneira diferente e a sermos mais fortes. É tempo de agradecer a Deus pela vida maravilhosa que Ele nos deu e pedir discernimento e sabedoria para vivê-la em abundância. 

Uma beijoka super doce nesse fim de ano, que cada amigo receba meu abraço fraterno e oração pedindo para que sua vida seja abençoada hoje e sempre! 

Um abençoado Natal e um Ano Vindouro com a prosperidade em seu encalço!
                                                             Marly Bastos


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O CULPADO FOI O AMOR


Mulheres cubanas - Claudia Duarte

Não fui eu, foi o amor! 
Quem chorou nas madrugadas, 
Fez lágrimas descerem desconsolas. 
E sofreu, pranteando a dor. 

Foi a amor, 
Quem provocou no corpo o calor, 
Quem fez serene a poesia, 
Quem fez da realidade, simples fantasia. 

Não fui eu... Foi o amor! 
Fez-me amar-te sem restrição. 
E acreditar que era infinito, 
Um amor sem ambição. 

Foi o amor, e não eu! 
Provocador dos momentos sem siso, 
Que (des) uni quase num rito, 
Trouxe a dor de improviso, 
E sufocou na garganta meu grito. 

Foi o amor e não eu! 
Criou entre nós um silêncio mudo 
Daquele que faz sofrer e isola. 
E fez sem nexo o nosso tudo, 
Amor, violenta emoção que baila.,, 

Foi culpa do amor! Mas... 
O choro triste era meu. 
A dor... Essa doeu em mim! 
Foi nas minhas veias que o sangue ferveu. 
As lágrimas, nos meus olhos fontes sem fim! 

O riso era meu... Meu! 
Suspiros, dor, emoção, silêncio, 
Canto composto de quem sofreu, 
Eu, seca de você, que suplício. 

A poesia é minha... Em ti! 
Nela fiz meu momento de busca, 
De um amor sem restrição e infinito, 
Versos sentidos, no meu ímpeto de rebusca. 

Marly Bastos


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

ARRAIGAMENTOS


A vida não está escrita com tinta e não pode ser apagada... 

Os anos vividos em dores, amores e felicidade, 
são impressos na alma e dela não se arranca nada. 
E nem se apaga da mente o que nela está arraigado.. 
Apenas acalentamos as lembranças e a deixamos dormir. 

Eu decididamente não te busco, não te penso e não te lembro! 
Mas por toda parte que olho, 
encontro você quase que por acaso em detalhes... 

Você está ali no olhar distraído do homem que passa, 
no cheiro que impregna o ar, 
na risada que ecoa no espaço, 
e principalmente quando fecho os olhos... 

Você ainda está dentro de mim. 
E tenho-te assim guardado em algum lugar secreto,
 repousando à sombra do meu desejo.
Marly Bastos